Ex-Vendedora Ganha 10 Mil por Mês Vendendo Bolos No Palito (cake pop)


Manuella Severo largou o emprego como vendedora para vender Bolo no Palito. Hoje ela ganha 10 mil por mês e já montou uma fábrica.

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Quando eu era menina, ficava sempre debruçada na mesa, lambendo colheres e pedindo para que minha mãe me deixasse desenformar seus bolos. A dona Lela sempre gostou de cozinhar, principalmente doces, mas nada profissional. Nunca faturou com isso. A verdade é que nem eu imaginava que um dia ia ganhar dinheiro – e um bom dinheiro! – com as vivências culinárias tão despretensiosas da minha infância…

No início, criei uma receita perfeita de cupcake!

Tudo começou em 2008, quando eu ainda trabalhava no shopping como vendedora em uma loja de roupas. Nessa época, aconteceu o boom dos cupcakes. Ninguém nunca tinha ouvido falar dos bolinhos e de repente eles viraram febre. Lá no shopping, vários quiosques começaram a vender. Só que, quando eu e minhas colegas fomos experimentar, a frustração foi unânime: por que eles são tão lindos e não são gostosos? Aquilo me intrigou. Aí, em um dia de folga, decidi tentar fazer em casa. Vi uma receita na internet, comprei todos os ingredientes, as forminhas e os confeitos para decorar. A primeira fornada não ficou tão boa quanto eu queria. Aí fui adaptando: mais chocolate, mais manteiga, mais isso, menos aquilo e… Bingo! Criei minha receita perfeita de cupcake de chocolate recheado com doce de leite! No dia seguinte, levei para o pessoal do trabalho experimentar e foi s-u-c-e-s-s-o! Desde então, nunca mais tirei a mão da massa!

Larguei trabalho e facul pra fazer meus doces

O boca a boca pegou rápido. Quando vi, estava vendendo cupcakes para funcionários do shopping todo, fora os amigos e familiares. Eu trabalhava o dia inteiro, fazia faculdade à noite e ainda arranjava tempo para o Bolo de Caneca, nome que dei ao meu pequeno negócio. Fiz isso por dois anos e vendia até que bem, mas sentia que, se tivesse mais tempo, podia produzir mais.

Eu já estava insatisfeita com meu trabalho na loja e não me empolgava com a faculdade de moda que estava cursando. A vontade era de largar tudo, mas faltava coragem. Então, em 2010, por causa de uma
forte conjuntivite, acabei perdendo o prazo de renovação da matrícula da facul. Era a deixa que eu precisava. Aproveitei a mudança no roteiro, não voltei mais para a faculdade nem para o trabalho. Finalmente, passei a me dedicar 100% aos doces!

Com tempo de sobra e o dinheirinho que já ganhava com os cupcakes, fiz cursos, comprei equipamentos profissionais e comecei a desenvolver novos sabores, texturas e decorações. Fui ficando cada vez melhor e a demanda foi aumentando. Mas uma coisa me incomodava: para abrir espaço no centro do bolinho e rechear, acabava jogando massa fora. Precisava dar uma finalidade para essa “sobra”.

Foi então que, pesquisando em livros estrangeiros de confeitaria, descobri o cake pop, que é a mistura de massa e recheio de bolo em uma única bolinha que é espetada em um palito e depois decorada. Parece um pirulito, por isso o nome cake pop (“pirulito”, em inglês, é lollipop ). Como ainda era novidade aqui no Brasil, foi como achar a mina de ouro: aproveitei a massa que sobrava dos cupcakes pra fazer pirulitos de bolo e meu negócio deslanchou!

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Hoje produzimos 10 mil unidades por mês!

Pouco tempo depois, eu já não conseguia mais dar conta de toda demanda sozinha. Tanto que já nem vendia mais para o varejo: pegava apenas encomendas de aniversários, casamentos, maternidade etc. Os pedidos chegavam por indicação e pela página do Face, única ferramenta de divulgação que usei.

Em 2013, o Bruno, meu marido, também decidiu largar o emprego de representante de vendas e se dedicar ao nosso negócio. Ele me ajudava com o atendimento ao cliente, com as entregas e também ia pra cozinha. Pouco tempo depois, tivemos que contratar uma funcionária. No final daquele mesmo ano, só com os pirulitos de bolo, já conseguíamos lucrar R$ 5 mil mensais!

No começo de 2014, o irmão do Bruno, o Márcio, decidiu se juntar a nós e virou sócio. Como é administrador, ele fez plano de negócios, mexeu com as estratégias da empresa e também investiu dinheiro. Em agosto do ano passado, abrimos nossa cozinha industrial e nosso showroom, onde recebemos os clientes e expomos nossos produtos.

Hoje, a Bolo de Caneca possui oito funcionários e produz até 10 mil unidades de cake pops por mês, além de bolos de todos os tipos, doces personalizados, maçãs do amor, trufas, bem-nascidos, pirulitos de alfajor… Mas só os bolinhos no palito nos rendem R$ 10 mil mensais!

Se tem uma coisa que aprendi nesses anos todos é sonhar alto. Dei um passo de cada vez, nunca meti os pés pelas mãos, mas também nunca me acomodei ou me contentei com pouco. Pensamento grande e trabalho duro: essa é a chave do sucesso! – MANUELLA SEVERO, 31 anos, confeiteira, São Paulo, SP

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